Nós arquitectos temos uma atitude sobranceira em relação a outros profissionais que trabalham connosco. Somos uns iluminados, produtores de obras-primas prontamente deturpadas por quem chega a seguir, os engenheiros, os construtores.
Esta atitude só leva ao isolamento progressivo do arquitecto. Para que sejamos respeitados temos que nos pôr no nosso lugar, que é o de membro de uma equipa, tanto mais alargada quanto mais complexo fôr o projecto. As ideias têm que ser discutidas com todos os intervenientes, engenheiros civis e electrotécnicos, paisagistas, etc.,... logo na fase de estudo prévio. O projecto será o resultado da cooperação entre todos e não uma «obra de autor» cheia de «conceito» onde se encaixam os outros, se conseguirem.
É claro que tem que haver quem integre os inputs de cada um e coordene todas as especialidades. E esse só pode ser o arquitecto, não por ser o chefe, mas porque assiste a todo o processo desde o esquisso inicial até ao final da obra.
Só assim se pode reivindicar aquele nosso direito exclusivo, o de sermos os únicos a estar preparados para o exercício da arquitectura, para o exercício da organização do espaço.
Publicado por arquichato em outubro 6, 2003 02:53 PMEspero que os tais gestores não sejam como tu... que, se tens dificuldade em interpretar textos, pior serás a interpretar desenhos.
Afixado por: arquichato em março 22, 2004 04:56 PMDahhh! O que tem um arquitecto que outro não pode ter? Não continua a ser uma ideia demasiado retrogada achar que só o arch é que pode ser o gestor de projecto?
E isto depois de dizer que o arch só está presente na fase inicial da obra...E de reconhecer que os outros é q se tem de encaixar...
O gestor de projecto tem de ser autónomo!
Evoluam!