-» Linha Gaivota (tarjeta azul)
-» Linha Azul (tarjeta azul)
Não fumadores (tarjeta vermelha)
-» Saída (tarjeta verde)
-» Rato (tarjeta amarela)
-» Rato (tarjeta azul com risca amarela)
Proibida a passagem (tarjeta verde)
São só alguns exemplos de indicações gráficas que transformam a rede de metropolitano de Lisboa na maior confusão. Qualquer pessoa idosa, ou que veja mal, ou estrangeira, ou estreante, terá dificuldades de orientação. Já várias vezes ajudei pessoas a encontrar o caminho.
E teria sido fácil. Era só copiar a risca horizontal que o Keil do Amaral desenhou para as estações mais antigas (à semelhança do que se faz nos metropolitanos de todo o mundo), e de que ainda há resquícios na linha verde. Uma risca da côr da linha onde se está, correndo todo o cais, situaria imediatamente o utente e aguentaria todas as indicações que se quisessem sobrepor: o nome da estação, indicações de saída e de encaminhamento para as outras linhas, etc.
Para não falar nos mapas e esquemas da rede, que umas vezes faltam e outras não estão no mesmo sítio em todas as estações, nas estações com nomes duplos e abreviaturas... Luz/C. Militar porque é que não se chama só Luz?
Há quem diga que a arquitectura das estações, cada uma com seu autor, contribui para a confusão. A mim bastava-me um estudo mais sério da sinalética e da imagem gráfica.
Publicado por arquichato em maio 17, 2004 12:32 AMTambém já tinha reparado nisso. Mas acho que a problematica não se limita ao metropolitano. É mesmo uma questão global em Portugal -- sinalética!.
Faz se o edifício, mas depois espera-se que a coisa funcione, que a arquitectura fale por si, que as pessoas desenvolvam um sentido de orientação por intuição ou que aprendam segundo a lógica da multipla-tentativa.
Uma vez disseram-me algo que me parece verdadeiro: a sinalização de trânsito em Lisboa não existe para orientar quem nao sabe, mas para lembrar a quem já sabe o caminho.
Acho que o problema disto é a incapacidade de fazer existir uma gestão de qualidade por detrás das infraestruturas que ficam. Faz-se muito, mas a manutenção do funcionamento é deixado às moscas.
Afixado por: João em novembro 14, 2004 07:25 PM