Escrito há 15 anos, o livro «Pensar Lisboa» continua com conteúdo actual. Nele se analisam as múltiplas causas que provocaram os problemas urbanísticos da cidade, que não é apenas o concelho e muito menos os bairros ditos tradicionais, mas a área metropolitana. O autor avisa que a doença se agravará e que não haverá curas milagrosas nem soluções concretas que não se insiram em acções de longo prazo. E relembra que a missão dos políticos é fazer política no sentido original da palavra e não no sentido partidário em que se transformou.
Contudo, quanto mais anos passam mais a ideia de cidade se resume a frases publicitárias ou visões eleitoralistas. As próprias campanhas eleitorais só prometem acções que possam ter resultados visíveis durante o curto mandato do político eleito.
Acções essas que podem ser a construção de um túnel rodoviário ou a realização de 3 congressos internacionais, porque o que interessa é que Lisboa esteja em todas.
O que me leva ao post seguinte.