setembro 27, 2003

Quantidades de arquitectos

Vou fazer umas contas, com a ajuda do Guia do Estudante.

Neste momento há em Portugal 21 cursos de arquitectura aprovados pelo Ministério da Educação, mais 6 afins (urbanismo, interiores, etc.). Desses 21, só 14 existem há tempo suficiente para já terem formado arquitectos. Restringindo-me a estes últimos, vamos lá a algumas constatações:

1. A maioria dos cursos tem 6 anos lectivos, sendo um de estágio.
Quem só tem 5 anos: Independente, pública do Minho e as 3 Lusíadas.
2. Qual é o curso que tem menos horas lectivas? A Lusíada de Famalicão (3660 horas).
3. Quantas vagas abriram anualmente? 1866, sendo 316 nas universidades públicas e 1000 nas Lusíadas. Comparadas com isto, as restantes universidades privadas contribuíram com peanuts.

Não é que eu quisesse, mas concluí que a culpa de haver tanto arquitecto é da Lusíada. O Paulo Martins Barata devia ter-se informado, antes de dizer que os novos arquitectos têm má formação académica. É que a Ordem isentou do fatídico exame os da Lusíada e humilhou os das outras universidades (que são uma pequena parte do total de arquitectos que se formam em cada ano).


Publicado por arquichato em 01:43 AM | Comentários (3)

setembro 18, 2003

«A qualidade e número de licenciados ...

... tem vindo a degradar-se...». Não fui eu que escrevi isto, foi Paulo Martins Barata na Newsletter de Setembro. E vem a servir de título a um artigo sobre ensino de arquitectura.
A qualidade a degradar-se ainda percebi, mas o que será um número degradado?

Pelo desenvolvimento do artigo acabamos por perceber que degradado quer dizer elevado, e que há falta de qualidade porque há muitos arquitectos. Não concordo com este enunciado. Para mim, quantos mais arquitectos, melhor, e isso não implica necessariamente falta de qualidade.

Publicado por arquichato em 02:04 AM | Comentários (1)