Quanto mais acho que os projectos de arquitectura têm que integrar as engenharias e que um projecto tem que ser bem coordenado e feito em conjunto por todos os intervenientes, mais me desiludo. Agora até há uma variação do concurso de concepção-construção, mas em pior: dado um ante-projecto de arquitectura, fazer propostas para a construção e para os projectos das especialidades.
Viram muito bem, é mesmo assim. Logo à partida o arquitecto é reduzido à sua insignificância, que é a de desenhar um lay-out sozinho do seu atelier, sem o mínimo diálogo com os engenheiros e com o construtor.
Acham que quem ganhar o concurso vai contratar o arquitecto para desenvolver o projecto? Ou vai modificá-lo, e com justificação, porque ele é com certeza básico?
Mais uma para a conta do isolamento progressivo do arquitecto...
Sobre o aborto não me pronuncio. Mas lá havê-los, há... abortos que nunca deviam ter visto a luz do dia.